"O UNIVERSO FUNCIONA COMO UM ESPELHO E TUDO AQUILO QUE TRANSMITIMOS, RETORNA PARA NÓS AMPLIFICADO".

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pela liberação e divulgação do Kit Escola sem Homofobia!

CFESS divulga nota pública em defesa dos direitos LGBT


Bandeira do movimento LGBT na 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia (foto: Rafael Werkema)

Indignação. É com esse sentimento que o CFESS lança, nesta terça-feira, 7 de junho, uma nota pública pela liberação e divulgação do kit Escola sem Homofobia do Ministério da Educação (MEC), vetado pela presidenta Dilma Rousseff no último dia 25 de maio. (Clique para ler a Nota)

É no mínimo incoerente, no contexto do 17 de maio – Dia Mundial de Luta contra a homofobia/lesbofobia/transfobia, e da convocação, pelo Governo Federal, da II Conferência Nacional LGBT (que se realizará em dezembro de 2011), que o kit de ferramentas pedagógicas do Projeto Escola Sem Homofobia tenha sido vetado pela presidenta, diz trecho da nota.

O documento ressalta ainda que "a incoerência soma-se à surpresa, sobretudo quando é de domínio público que este material está em sintonia com o Programa Brasil Sem Homofobia e o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos e de LGBT, que são resultados da luta histórica do movimento LGBT brasileiro em articulação com o Governo Federal desde 2004".

Nesse sentido, os Conselhos Federal e Regionais têm acompanhado as demandas dos sujeitos LGBT e apoiado ações que contribuam para superar preconceitos e violações de direitos, na luta por uma sociedade livre de quaisquer formas de exploração, opressão e discriminação.

Por isso, o CFESS vem a público manifestar repúdio ao veto do governo federal, ao passo em que reivindica a liberação do material pedagógico com a totalidade de seu conteúdo, já minuciosamente analisado e aprovado por distintas organizações: Ministério da Justiça, Conselho Federal de Psicologia, UNESCO e UNAIDS, União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, além de ter uma moção de apoio aprovada pela Conferência Nacional de Educação.

Veja a Nota Pública pela liberação do kit Escola sem Homofobia

Leia o CFESS Manifesta pelo Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia
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Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014
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Diogo Adjuto - JP/DF 7823Assessoria de Comunicaçãocomunicacao@cfess.org.br

Vem aí a 14ª Conferência Nacional de Saúde

CFESS estará presente. Participação da categoria é fundamental


Para o CFESS, o Sistema Único de Saúde (SUS) é uma conquista da sociedade brasileira. Ele é fruto da luta por um sistema de saúde que atenda a toda a população, sem nenhum tipo de discriminação, baseado no cuidado amplo à saúde, entendida como processo que tem múltiplos determinantes e que aponta para a intervenção nas condições de vida da população, envolvendo assim diversos profissionais e campos de saber.

Nesse sentido, o CFESS, que é representado no Conselho Nacional de Saúde pela assistente social Ruth Bittencourt, estará presente e convida os/as profissionais da categoria a participarem da 14ª Conferência Nacional de Saúde, que ocorrerá de 30 de novembro a 4 de dezembro de 2011, em Brasília (DF).

Em 2011, a Conferência terá como tema “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social - Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro” e como eixo “Acesso e acolhimento com qualidade: um desafio para o SUS”.

A 14ª Conferência tem por objetivo discutir a política nacional de saúde, segundo os princípios da integralidade, da universalidade e da equidade. Por isso, é importante que haja a participação dos/as assistentes sociais nessas discussões, de modo a garantir que a Política Pública de Saúde no Brasil tenha a contribuição das diversas profissões que compõem a área.

Visite o site da 14ª Conferência Nacional de Saúde

Tire dúvidas sobre a organização e a realização da 14ª Conferência Nacional de Saúde e das etapas municipais e estaduais
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Pessoa idosa é sujeito de direitos!

CFESS Manifesta no Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa




O dia 15 de junho é marcado pela Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa em âmbito mundial. E os/as assistentes sociais brasileiros/as têm, cada vez mais, somado-se à luta e resistência dos diferentes segmentos que se mobilizam por sua erradicação no país e no mundo.

"Na particularidade brasileira, a naturalização do fenômeno da violência contra a pessoa idosa traduz-se na invisibilidade deste fato ao longo da história. Recentemente, tornou-se parte da agenda governamental, traduzindo-se em serviços às pessoas de 60 anos ou mais, no contexto da Proteção Integral devida pela família, comunidade e Estado, conforme definida no Estatuto do Idoso", diz o CFESS Manifesta divulgado esta semana sobre a data.

O documento traz diversos dados acerca da questão da pessoa idosa no país. "A sociedade brasileira passou a vivenciar a realidade do envelhecimento de sua população. Os dados do Censo IBGE (2010) revelam um total de 20.590.599 pessoas acima de 60 anos. Destas, 8.022.990 são homens entre 60 e 79 anos, 1.133.122 são homens entre 80 anos e mais de 100, totalizando 9.156.112 homens. A população idosa feminina possui 9.632.024 mulheres entre 60 e 79 anos, 1.802.463 mulheres entre 80 e mais de 100 anos, totalizando 11.434.487 mulheres idosas".

Leia o CFESS Manifesta do Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa
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Rafael Werkema - JP/MG - 11732
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Dia Internacional de Combate às Drogas

CFESS Manifesta convida a categoria para o debate sobre os usos de drogas


(arte: Rafael Werkema)

O aumento do consumo de algumas drogas, o surgimento de novas, a violência associada ao tráfico e os contornos trágicos de trajetórias pessoais e familiares de alguns dependentes de drogas, há décadas, preocupam autoridades públicas e grande parte da sociedade brasileira. Do mesmo modo, têm desafiado profissionais da saúde, especialistas e pesquisadores/as, que se dedicam ao conhecimento dos danos associados aos usos das diferentes drogas e à formulação de respostas cientificamente fundamentadas, socialmente legitimadas e eticamente orientadas. A mídia, em sua grande maioria, se limita a noticiar as “crackolândias”, as apreensões de drogas e as trágicas histórias de dependentes, com pouco ou quase nenhum compromisso sério com o debate sobre o complexo problema das drogas no Brasil. Mas como o Serviço Social brasileiro tem avaliado a questão?

Para começar a responder a esta pergunta, o CFESS, no Dia Internacional de Combate às Drogas, celebrado em 26 de junho, lançou um manifesto que aborda o tema. “O Serviço Social brasileiro precisa fundamentar e amadurecer uma posição no interior do debate contemporâneo sobre os usos de drogas, especialmente porque a atual legislação e a Política Nacional sobre Drogas normatizam a forma como o Estado e a sociedade brasileira vêm respondendo à realidade do consumo de drogas. Essas respostas, em sua maioria de caráter conservador, criam impactos sobre a vida dos/as usuários/as e de seus/suas familiares, muitos/as atendidos/as por nós, assistentes sociais, no interior das várias políticas sociais”, diz o documento.

Desde 2009, o CFESS possui representação no Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD), Conselho normativo e deliberativo que, dentre outras atribuições, acompanha e atualiza a política nacional sobre drogas, orienta normativamente sobre as atividades de prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários/as e dependentes de drogas, e acompanha e avalia a gestão dos recursos do Fundo Nacional Antidrogas (FUNAD). “A participação e o posicionamento do Serviço Social no debate contemporâneo sobre os usos de drogas devem ultrapassar os limites dessa representação. Pela importância e complexidade que os usos de drogas assumem na realidade brasileira, os/as assistentes sociais precisam amadurecer e fundamentar uma posição da categoria no interior desse debate”, afirma a assistente social Cristina Brites, representante titular do CFESS no CONAD (a suplência é da professora Roberta Uchoa).

Nesse sentido, o CFESS Manifesta se torna um convite à categoria para debater o tema, que ganhou visibilidade nos últimos dias com a decisão do Supremo Tribunal Federal, em 16 de junho, de aprovar a liberação da Marcha da Maconha em todo o país. Marcha que assume novos contornos e se vincula a outras bandeiras de luta, dentre elas, a Marcha pela Liberdade.

Leia o CFESS Manifesta do Dia Mundial de Combate às Drogas
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domingo, 12 de junho de 2011

Direito à cidade? Exclusão é a marca das obras para os megaeventos

 
Serviço Social deve estar atento aos impactos causados pela realização da Copa do mundo e das Olimpíadas no Brasil


As obras para a Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016 atropelam as comunidades (arte: Rafael Werkema)

"As obras para realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 estão, literalmente, passando em cima das comunidades e dos direitos dos/as cidadãos/ãs". A denúncia é do dirigente da Central de Movimentos Populares (CMP), Benedito Barbosa, durante o Seminário de Capacitação para o Conselho Nacional das Cidades, realizado em Brasília, nos dias 6 e 7 de junho, pelo Fórum Nacional de Reforma Urbana, articulação nacional que congrega movimentos sociais e entidades em defesa da reforma urbana. O CFESS, que integra o Fórum, marcou presença no Seminário.

"A realização desses megaeventos deveria deixar um legado sociourbano e socioambiental positivos para as cidades que abrigam tais eventos e, principalmente, para a sociedade, de modo que sejam garantidos os direitos humanos, civis, políticos, sociais, culturais etc. Entretanto, o que temos visto é uma imposição do Poder Público e dos comitês promotores dos eventos de um 'estado de exceção', que permite a flexibilização das leis e suspensão de direitos, antes e depois dos jogos. E os segmentos sociais mais atingidos são aqueles historicamente excluídos: moradores/as de assentamentos informais, moradores/as em situação de rua, trabalhadores/as informais etc.", explica Benedito, mais conhecido como "Dito".

Segundo ele, em todo o país, no âmbito da habitação, atrocidades vêm sendo cometidas contra a população mais pobre, inclusive nas cidades que sediarão a Copa do Mundo. Por isso, é preciso ficar atento/a às ações que estão por vir. "Em São Paulo, fotografaram e pintaram marcas nas casas dos moradores/as que seriam removidos/as ou despejados/as, isso sem qualquer aviso ou negociação. Tudo na base da truculência, da ameaça e da intimidação. Uma violação absurda dos direitos dos/as cidadãos/ãs", denuncia.

Durante o Seminário de Capacitação, foi distribuído o Documento da Articulação Popular Nacional pela garantia dos direitos humanos no contexto dos megaeventos, que faz uma análise crítica da questão. "Até agora não é evidente que o legado da Copa e das Olimpíadas contribua para ampliação de direitos sociais, econômicos e ambientais. Ao contrário, a falta de diálogo e transparência dos investimentos aponta para a repetição do que ocorreu durante os Jogos Panamericanos de 2007, quando assistimos ao desperdício de recursos públicos (de acordo com o Tribunal de Contas da União – TCU – mais de R$3,4 bilhões foram gastos de forma indevida, mas ninguém foi punido) em obras superfaturadas que se transformaram em elefantes brancos e, tão ou mais grave, o abandono de todas as 'promessas' que geraram expectativas na sociedade de algum 'legado social'", diz trecho do documento.

A proposta é mobilizar o maior número de entidades, movimentos populares, sindicatos e órgãos da defesa dos direitos e controle do orçamento público, com protagonismo das comunidades direta e indiretamente afetadas pelas obras dos megaeventos, para monitorar as ações para realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas.


Seminário de Capacitação para o Conselho Nacional das Cidades, realizado pelo Fórum Nacional de Reforma Urbana, reuniu movimentos sociais e entidades em defesa da reforma urbana (foto: Rafael Werkema)


Assistente social e reforma urbana
"Muitas vezes, o/a assistente social, no papel de 'técnico social', vem sendo utilizado/a como 'porta voz da truculência' das empresas que, a mando do Estado, fazem a remoção de moradores/as de assentamentos informais", afirma o dirigente da CMP. Segundo ele, em alguns casos, na abordagem do/a assistente social, está faltando o diálogo e a disposição para esclarecer os direitos do/a cidadão/ã.

Para a conselheira e representante do CFESS no Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU), Kátia Madeira, é preciso que a categoria esteja atenta a estes processos, principalmente agora que as obras para os megaeventos dão sinais de atraso. "Os cronogramas estão atrasados e os organizadores (Estado e empresas privadas) farão de tudo para concluírem as obras em tempo. Isso significa violar os direitos dos/as cidadãos e atropelar as comunidades", afirma.

Por isso, ela faz questão de destacar o Código de Ética do/a Assistente Social: "é na defesa radical dos princípios éticos e na busca de alternativas nos espaços políticos para enfrentamento à violação dos direitos, que poderemos desenhar nossa prática profissional". Segundo Kátia, a categoria, ao defender o posicionamento em favor da equidade e justiça social, "que assegure universalidade de acesso aos bens e serviços relativos aos programas e políticas sociais, bem como sua gestão democrática", reforça que a articulação e o fortalecimento dos movimentos sociais da classe trabalhadora são essenciais para a ação político-profissional no âmbito da garantia dos direitos e da prestação de serviços públicos.

Para a assistente social e também representante do CFESS no FNRU, Tânia Maria Ramos de Godoi, a defesa do direito à cidade está na luta pelo acesso universal aos serviços, na distribuição democrática dos bens produzidos, no incentivo ao diálogo intercultural. "O direito a cidade é, eminentemente, a luta pela defesa da construção de um modo de viver com ética, pautado na igualdade e liberdade substantivas e na equidade social. O direito à cidade é a luta para romper com a desigualdade social. E essa nossa luta vai de encontro ao que as autoridades e patrocinadores dos megaeventos estão fazendo", reforça.

Ainda segundo Tânia, novas formas de segregação social e estigmatização, tanto espaciais como sociais, vêm se consolidando na realidade brasileira. "Com isto, intensificam-se a disseminação da 'cultura do medo', o isolamento das elites em 'guetos' de luxo e a exclusão das classes trabalhadoras do acesso aos serviços e benefícios da urbanização e, por consequência, o seu isolamento nas cidades. Prevalece, assim, a dualidade entre 'cidade dos ricos e cidade dos pobres, a cidade legal e a cidade ilegal', caracterizando uma síntese das contradições da questão social na contemporaneidade", completa.


Benedito Barbosa, da Central de Movimentos Populares: "As obras para realização dos megaeventos estão, literalmente, passando em cima das comunidades e dos direitos dos/as cidadãos/ãs" (foto: Rafael Werkema)

Denúncia no CRESS
Benedito Barbosa, da CMP, sugeriu que o Conjunto CFESS-CRESS criasse canais de denúncia, tanto para os/as moradores, que se sentem prejudicados/as pelo tratamento/atuação do assistente social, quanto para o/a próprio/a profissional, para denunciar a falta de condições éticas para seu trabalho, principalmente agora nesse contexto de grandes obras.

Entretanto, a conselheira Kátia Madeira ressalta que já existem esses espaços nos CRESS. "Aquele cidadão/ã que se sentir prejudicado/a deve fazer uma denúncia no CRESS. E o/a assistente social também deve procurar o Regional em caso de infração por parte do empregador ao Código de Ética ou à Resolução 493/2006, que determina as condições éticas e técnicas para o exercício profissional da categoria", ressalta.

Ministério público em defesa do/a cidadão/ã
No contexto de correria e atropelos das obras para os megaeventos, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público (PFDC/MPF) divulgou, em 27 de abril de 2011, uma Recomendação ao Governo em que solicita, entre outras coisas, que seja contemplada a participação popular em todas as fases dos procedimentos de remoções, deslocamentos e reassentamentos da população (criança, idoso, pessoa com deficiência), garantindo-se a mediação antes dos ajuizamentos das ações judiciais ou mesmo quando já ajuizadas ações, evitando-se a utilização da força policial e quando esta se fizer necessária, que seja por pelotão capacitado em lidar com esse público.

No documento, a PFDC recomenda também que "passe a ser contabilizado nos custos e orçamentos das obras da Copa e dos Jogos Olímpicos o que será despendido em relação aos deslocamentos da população (criança, idoso, pessoa com deficiência), incluindo-se construção de moradias dentro de um plano que contemple saneamento básico, escolas, hospitais, postos de saúde, creches, transporte, mobilidade, instituições de longa permanência para idosos e pessoas com deficiência, dentre outras necessidades da vida urbana com qualidade".

Para Benedito, do CMP, a Recomendação do MPF é fundamental para a defesa dos direitos das comunidades e, por isso deve ser de conhecimento de todos/as, inclusive os/as assistentes sociais. "O documento lista uma série de leis, resoluções e convenções acerca dos direitos dos/as cidadãos", finaliza.


Tânia e Kátia, representantes do CFESS no FNRU (foto: Rafael Werkema)


Conheça
Documento da Articulação Popular Nacional pela garantia dos direitos humanos no contexto dos megaeventos

Recomendação Nº07 de 27 abril de 2011, da PFDC

CFESS Manifesta Pelo Direito à Cidade para todos/as
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ABEPSS também diz sim para a educação pública, gratuita e de qualidade

 
Veja a carta aberta da Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social aos/às estudantes




Na última quarta-feira, 7 de maio de 2011, a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social (ABEPSS) divulgou uma carta aberta aos/às estudantes de Educação à Distância sobre a campanha "Educação não é fast-food: diga não para a graduação à distância em Serviço Social", lançada pelas entidades representativas da categoria (Conjunto CFESS-CRESS, ABEPSS e ENESSO) com apoio do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES – SN).

No documento, a Associação reafirma seu papel de evidenciar a importância da formação de qualidade, resguardando a devida atenção aos princípios fundamentais que sustentam o Serviço Social para um exercício profissional compatível com os desafios de atuar nas diferentes, múltiplas e contraditórias expressões da questão social na realidade brasileira. "Para isso, cabe desenvolver, durante a formação, a capacidade de análise do movimento histórico da sociedade brasileira, apreendendo as particularidades do desenvolvimento do capitalismo no país, considerando as particularidades regionais. Esse movimento pressupõe a inserção dos sujeitos nesta realidade local, com aproximação teórico-prática nas diversas disciplinas, articulando ensino, pesquisa e extensão (atividades eminentemente orientadas e realizadas presencialmente) de outros princípios presentes nas Diretrizes Curriculares", diz trecho do documento.

A ABEPSS também reforça a crítica à Política de Educação do país. "Sabemos que essa Política voltada, indiscutivelmente, para a ampliação de mercado tem privilegiado interesses estranhos à lógica da formação de quadros intelectuais aptos a responderem de maneira qualificada às questões estruturais e complexas que tecem a sociedade brasileira. Na lógica mercadológica, o ensino, quanto mais rápido, ligeiro, barato, mais atende aos objetivos de formar trabalhadores para se adaptarem as condições e relações de trabalho precarizadas, competitivas e individualistas".  E finaliza reafirmando seu posicionamento sobre a campanha Educação não é fast-food: "Nossa luta é pela não discriminação da educação, é pelo acesso de todos à educação pública, gratuita e de qualidade. Essa deve ser a luta de todos nós"!

Veja a carta da ABEPSS

CFESS e ENESSO já se manifestaram
Em maio, dias depois do lançamento da campanha nacional "Educação não é fast-food: diga não para a graduação à distância em Serviço Social", que esquentou o debate sobre os rumos do ensino superior no país, o CFESS e a ENESSO vieram a público reafirmar o posicionamento do Conjunto em defesa do acesso para todos/as a uma educação pública, universal, laica, presencial e de qualidade. 

Leia o CFESS Manifesta

Veja a nota da ENESSO

Conheça a campanha, monte seu lanche, assista ao vídeo e compartilhe com seus amigos/as!

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CFESS reivindica implementação das 30 horas no INSS

 
Junto com a FENASPS e o SINSPREV, Conselho esteve no Ministério da Justiça


Grupo se reúne com Secretário Nacional de Justiça (cent.) nesta quinta-feira (foto: Diogo Adjuto)

A quinta-feira, 10 de junho, foi de luta pela implementação da jornada semanal de 30 horas sem redução salarial no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O CFESS participou de uma reunião com o Secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão Pires, em seu gabinete no Ministério da Justiça, em Brasília (DF).

Defendendo os direitos dos/as assistentes sociais, o CFESS foi representando pela presidente, Sâmya Ramos. Também participaram do encontro a conselheira do CRESS-SP, Andresa Lopes, o diretor da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (FENASPS) Moacir Lopes, a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência (SINSPREV-SP), Rita de Cássia Bueno e o membro do grupo Tortura Nunca Mais, Lúcio França.

No intuito de garantir a implementação da lei 12.317/2010 para os/as assistentes sociais do INSS, o grupo solicitou apoio do Secretário, uma vez que, segundo o próprio site da Secretaria da qual é titular, sua função é "coordenar a política de justiça, por intermédio da articulação com os demais órgãos federais, Poder Judiciário, Poder Legislativo, Ministério Público, Governos Estaduais, agências internacionais e organizações da sociedade civil".

A presidente do CFESS questionou sobre a dificuldade de implementação das 30 horas para todos/as os/as assistentes sociais do Instituto. "Um direito conquistado democraticamente pelos/as trabalhadores/as não pode ser tolhido em órgão nenhum. A lei é legítima e deve ser cumprida", reforçou Sâmya.

De acordo com o Secretário, que se solidarizou com a luta dos/as assistentes sociais e de outros/as trabalhadores do órgão pela implementação das 30h, a melhor estratégia é de fato negociar com os gestores tanto do INSS quanto dos órgãos normatizadores do Serviço Público, estratégia que vem sendo adotada pelo CFESS, conforme matérias divulgadas anteriormente. Paulo Abrão informou, no entanto, que, embora apoie a reivindicação, o Ministério da Justiça não tem meios para intervir diretamente na negociação.

O CFESS agora, em parceria com a FENASPS e com o SINSPREV, entrará novamente em contato com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que editou a Orientação Normativa 1/11, com o Ministério da Previdência Social, ao qual o INSS é vinculado, e com a Advocacia-geral da União (AGU), órgão de assessoramento e orientação dos dirigentes do Poder Executivo Federal, de suas autarquias e fundações públicas, para discutir sobre o descumprimento da lei 12.317/2010 e exigir a implementação da jornada de 30h sem redução salarial aos/às trabalhadores/as do Instituto. A luta não para e é de todos/as!

Leia também:

INSS prorroga concurso para assistentes sociais

Conheça o Parecer Jurídico do CFESS sobre as 30 horas
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